terça-feira, 17 de julho de 2012
Unaids fica satisfeita após autorização dos EUA de tratamento preventivo
Comprimido de Truvada, aprovado como preventivo, para ser usado antes de um contato com o HIV
A Agência das Nações Unidas de Luta contra a Aids (Unaids) comemorou nesta terça-feira (17) a aprovação nos Estados Unidos do primeiro tratamento preventivo contra a síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids).
Segundo um comunicado publicado em Genebra, a Unaids indica que se trata de um "tratamento destinado a prevenir a transmissão sexual do HIV para pessoas que não possuem o HIV, mas que são consideradas pessoas de risco".
A Agência Americana de Medicamentos (FDA) aprovou nesta segunda-feira o lançamento no mercado deste tratamento, o antirretroviral Truvada, que, segundo as autoridades, contribuirá para reduzir o número de novas infecções.
O Truvada, tomado diariamente, está destinado a "ser utilizado como um profilático antes de um contato com o HIV (vírus da imunodeficiência humana). Deverá ser combinado com medidas de prevenção - detecção regular e tratamento de outras doenças venéreas - para impedir a transmissão do vírus entre adultos de alto risco", destacou a agência.
"O Truvada não pode substituir as práticas sexuais seguras", insistiu a FDA em um comunicado. Esta autorização foi dada pouco antes da conferência internacional sobre a Aids que irá ocorrer em Washington de 22 a 27 de julho.
O custo deste tratamento é de 12 a 14 mil dólares anuais.
Arsenal de remédios poderá ajudar a acabar com a Aids, afirma OMS
Trinta anos depois da epidemia de Aids, ainda não foi encontrada uma
cura para a doença, mas um crescente arsenal de remédios poderá, algum
dia, ajudar a por fim a novas infecções, afirmou o diretor do
departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde, Gottfried
Hirnschall.
A chave é encontrar a maneira de administrar melhor os últimos avanços, disse Hirnschall em uma entrevista à AFP durante visita a Washington, antes da Conferência Internacional sobre a Aids, que começa nesta cidade no próximo domingo, 22 de julho.
Os remédios antirretrovirais podem reduzir o risco de que as pessoas infectadas transmitam o vírus e evitar que as pessoas saudáveis sejam infectadas através de relações sexuais com parceiros com HIV, apesar dessas novas possibilidades gerarem controvérsia.
Esses medicamentos salvaram cerca de 700.000 vidas em todo o mundo só em 2010, algo extraordinário segundo os especialistas.
As conquistas nas pesquisas e o progresso em alguns países "demonstram que é possível avançar muito significativamente na ampliação da resposta e inclui começar a pensar na eliminação das novas infecções", disse Hirnschall.
O mundo tem agora 26 antirretrovirais (conhecidos como ARV) no mercado e mais em desenvolvimento para o tratamento de pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que infectou 60 milhões de pessoas e matou 25 milhões desde o início da epidemia.
"Temos um arsenal bem grande de drogas disponíveis", disse Hirnschall,
levando em conta que os medicamentos são melhores agora do que
costumavam ser - menos tóxicos, mais robustos, menos propensos a
desencadear resistência e mais toleráveis - mas ainda não são perfeitos.
Os efeitos colaterais continuam sendo uma preocupação e as autoridades estão vigiando cuidadosamente o surgimento de resistências. A OMS se prepara para lançar esta semana seu primeiro relatório global sobre resistência aos medicamentos em países de renda baixa e média.
Estudos recentes demonstraram os benefícios potenciais de iniciar o tratamento mais cedo, antes que a carga viral seja muito alta, como uma forma de proteger a saúde de uma pessoa infetada e diminuir o risco de transmitir a enfermidade ao parceiro.
Antirretrovirais para evitar o HIV
A pesquisa sobre o uso dos ARV como uma maneira de prevenir o HIV nas pessoas sãs - também conhecido como 'profilaxia pré-exposição' (PrEP) - mostrou resultados contraditórios.
Foram promissores em casais heterossexuais e gays que tomaram as pílulas com diligência. Contudo, um importante estudo em mulheres africanas não mostrou nenhum tipo de proteção dos ARV em comparação com um placebo.
"Isso, provavelmente, será o centro do debate na conferência: quando é apropriado iniciar o tratamento e como aproveitar ao máximo as vantagens dos antirretrovirais para a prevenção em um sentido mais amplo", disse Hirnschall.
A Agência Federal de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Truvada, do laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir o HIV em alguns grupos de risco.
"O Truvada é para utilizar na profilaxia prévia à exposição em combinação com práticas de sexo seguro para prevenir as infecções do HIV adquiridas por via sexual em adultos de alto risco. O Truvada é o primeiro remédio aprovado com esta indicação", afirmou a FDA.
O Truvada é encontrado no mercado americano desde 2004 como tratamento para pessoas infectados com HIV, indicado em combinação com outros remédios antirretrovirais.
Muitas pessoas estão preocupadas com a ética da prescrição de medicamentos contra o HIV a pessoas saudáveis, quando um grande número de pessoas infectadas em todo o mundo ainda não tem acesso a tratamentos que salvam vidas.
Alguns grupos de alto risco continuam sendo difíceis de alcançar, como os trabalhadores sexuais e os usuários de drogas injetáveis, muitas vezes excluídos do tratamento devido a leis restritivas.
"Em muitos países onde (os usuários de drogas) constituem o grupo de maior risco, têm menor acesso ao tratamento", disse Hirnschall.
A OMS também prepara diretrizes para a administração de antirretrovirais como prevenção para as pessoas saudáveis, que devem ser divulgadas na conferência.
A profilaxia pré-exposição "é um enfoque promissor. Acreditamos que, provavelmente, se transforme em um nicho de intervenção de certos indivíduos nos quais outras prevenções podem não ser acessíveis ou difíceis de implementar", disse Hirnschall.
"Há muito poucas pílulas mágicas, mas é uma intervenção adicional que poderá se somar ao arsenal de intervenções que temos", disse Hirnschall.
"O objetivo não é só fixar as políticas, mas realmente ter a capacidade e os recursos necessários para colocá-las em prática".
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2012/07/17/arsenal-de-remedios-podera-ajudar-a-acabar-com-a-aids-afirma-oms.htm
http://www.grupoamigoscuritiba.blogspot.com.br/
A chave é encontrar a maneira de administrar melhor os últimos avanços, disse Hirnschall em uma entrevista à AFP durante visita a Washington, antes da Conferência Internacional sobre a Aids, que começa nesta cidade no próximo domingo, 22 de julho.
Os remédios antirretrovirais podem reduzir o risco de que as pessoas infectadas transmitam o vírus e evitar que as pessoas saudáveis sejam infectadas através de relações sexuais com parceiros com HIV, apesar dessas novas possibilidades gerarem controvérsia.
Esses medicamentos salvaram cerca de 700.000 vidas em todo o mundo só em 2010, algo extraordinário segundo os especialistas.
As conquistas nas pesquisas e o progresso em alguns países "demonstram que é possível avançar muito significativamente na ampliação da resposta e inclui começar a pensar na eliminação das novas infecções", disse Hirnschall.
O mundo tem agora 26 antirretrovirais (conhecidos como ARV) no mercado e mais em desenvolvimento para o tratamento de pessoas com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), que infectou 60 milhões de pessoas e matou 25 milhões desde o início da epidemia.
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Novos métodos ajudam a prevenir contágio por HIV
Os efeitos colaterais continuam sendo uma preocupação e as autoridades estão vigiando cuidadosamente o surgimento de resistências. A OMS se prepara para lançar esta semana seu primeiro relatório global sobre resistência aos medicamentos em países de renda baixa e média.
Estudos recentes demonstraram os benefícios potenciais de iniciar o tratamento mais cedo, antes que a carga viral seja muito alta, como uma forma de proteger a saúde de uma pessoa infetada e diminuir o risco de transmitir a enfermidade ao parceiro.
Antirretrovirais para evitar o HIV
A pesquisa sobre o uso dos ARV como uma maneira de prevenir o HIV nas pessoas sãs - também conhecido como 'profilaxia pré-exposição' (PrEP) - mostrou resultados contraditórios.
Foram promissores em casais heterossexuais e gays que tomaram as pílulas com diligência. Contudo, um importante estudo em mulheres africanas não mostrou nenhum tipo de proteção dos ARV em comparação com um placebo.
"Isso, provavelmente, será o centro do debate na conferência: quando é apropriado iniciar o tratamento e como aproveitar ao máximo as vantagens dos antirretrovirais para a prevenção em um sentido mais amplo", disse Hirnschall.
A Agência Federal de Alimentos e Medicamentos (FDA) dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira a aprovação do Truvada, do laboratório Gilead Sciences, como primeira pílula para ajudar a prevenir o HIV em alguns grupos de risco.
"O Truvada é para utilizar na profilaxia prévia à exposição em combinação com práticas de sexo seguro para prevenir as infecções do HIV adquiridas por via sexual em adultos de alto risco. O Truvada é o primeiro remédio aprovado com esta indicação", afirmou a FDA.
O Truvada é encontrado no mercado americano desde 2004 como tratamento para pessoas infectados com HIV, indicado em combinação com outros remédios antirretrovirais.
Muitas pessoas estão preocupadas com a ética da prescrição de medicamentos contra o HIV a pessoas saudáveis, quando um grande número de pessoas infectadas em todo o mundo ainda não tem acesso a tratamentos que salvam vidas.
Alguns grupos de alto risco continuam sendo difíceis de alcançar, como os trabalhadores sexuais e os usuários de drogas injetáveis, muitas vezes excluídos do tratamento devido a leis restritivas.
"Em muitos países onde (os usuários de drogas) constituem o grupo de maior risco, têm menor acesso ao tratamento", disse Hirnschall.
A OMS também prepara diretrizes para a administração de antirretrovirais como prevenção para as pessoas saudáveis, que devem ser divulgadas na conferência.
A profilaxia pré-exposição "é um enfoque promissor. Acreditamos que, provavelmente, se transforme em um nicho de intervenção de certos indivíduos nos quais outras prevenções podem não ser acessíveis ou difíceis de implementar", disse Hirnschall.
"Há muito poucas pílulas mágicas, mas é uma intervenção adicional que poderá se somar ao arsenal de intervenções que temos", disse Hirnschall.
"O objetivo não é só fixar as políticas, mas realmente ter a capacidade e os recursos necessários para colocá-las em prática".
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2012/07/17/arsenal-de-remedios-podera-ajudar-a-acabar-com-a-aids-afirma-oms.htm
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
Ministério da Saúde apoia organizações da sociedade civil
O Ministério da Saúde publicou edital para seleção de projetos de ONG
que atuam em rede nas áreas de aids e hepatites. No total, serão
destinados R$ 10 milhões para projetos que tenham como foco prioritário
usuários de drogas, gays e profissionais do sexo.
A iniciativa do Ministério da Saúde tem como objetivo aprimorar a resposta ao HIV/aids e às hepatites virais e fortalecer a parceria com os movimentos sociais. Podem participar organizações da sociedade civil que comprovem ter desenvolvido, nos últimos três anos, atividades voltadas à prevenção e à promoção do diagnóstico entre o público específico beneficiário do projeto.
Este edital é resultado da cooperação técnica entre o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, o Banco Mundial (BIRD) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O valor máximo permitido por proposta é de R$ 360 mil.
Mais informações, a fonte desta notícia e o link para o edital desta oportunidade podem ser encontrados na página indicada pelo link abaixo:
http://www.aids.gov.br/noticia/2012/aberta_selecao_de_projetos_de_ong_que_atuam_em_rede_nas_areas_de_aids_e_hepatites
A iniciativa do Ministério da Saúde tem como objetivo aprimorar a resposta ao HIV/aids e às hepatites virais e fortalecer a parceria com os movimentos sociais. Podem participar organizações da sociedade civil que comprovem ter desenvolvido, nos últimos três anos, atividades voltadas à prevenção e à promoção do diagnóstico entre o público específico beneficiário do projeto.
Este edital é resultado da cooperação técnica entre o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, o Banco Mundial (BIRD) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC). O valor máximo permitido por proposta é de R$ 360 mil.
Mais informações, a fonte desta notícia e o link para o edital desta oportunidade podem ser encontrados na página indicada pelo link abaixo:
http://www.aids.gov.br/noticia/2012/aberta_selecao_de_projetos_de_ong_que_atuam_em_rede_nas_areas_de_aids_e_hepatites
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Luta contra drogas gerou pandemia de Aids, aponta relatório global
Os governos de todo o mundo fracassaram em suas campanhas de luta contra a droga e suas ações neste sentido provocaram uma verdadeira pandemia de Aids entre os usuários de drogas, aponta um relatório publicado nesta terça-feira (26_.
O estudo, intitulado "A guerra contra a droga e o HIV/Aids: como a criminalização do uso de drogas alimenta a pandemia global" foi elaborado pela Comissão Global de Política sobre Drogas, que, entre seus signatários, figuram seis ex-presidentes, incluindo o brasileiro Fernando Henrique Cardoso.
A publicação deste relatório antecede a Conferência Mundial sobre a Aids, que reunirá uma série de especialistas, voluntários e autoridades em Washington entre os dias 22 e 27 de julho.
Em seu relatório, a comissão qualifica a luta global contra a droga como um "fracasso", já que a mesma aproxima os usuários não violentos dos presídios e os afastam dos sistemas públicos de saúde, um fato que foi determinante para o aumento de pessoas infectadas pelo HIV. Neste caso, a principal forma de contágio é o uso compartilhado de seringas.
Com base nos dados deste estudo, os analistas criticam duramente o "notável fracasso das políticas de luta contra a droga" na redução da provisão mundial de opiáceos ilegais, como a heroína - cuja oferta aumentou 380% entre 1980 e 2010, enquanto seus preços tornam-se cada vez mais baixos.
O relatório se volta contra os governos dos Estados Unidos, China, Rússia e Tailândia por "ignorar a evidência científica, as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e por não investir na implementação de programas de prevenção ao HIV", o que gerou "consequências devastadoras".
Segundo os dados deste grupo de especialistas, um quarto dos americanos infectados com HIV passou por penitenciárias pelo menos uma vez ao ano.
Por outro lado, o documento exalta a atuação de países como a Austrália, Portugal ou Suíça, onde "a dependência é tratada como um problema de saúde" e os índices de HIV entre drogados foram quase zerados.
A luta contra a droga também afetou o crime organizado, denuncia o relatório, que ressalta que desde 2006 a guerra das forças de segurança do México contra os cartéis de droga resultou na morte de aproximadamente 50 mil pessoas e causou 10 mil desaparições.
No entanto, esta ação não freou a produção de heroína no país, que aumentou 340% na última década, apontam os autores, entre eles os ex-presidentes César Gaviria (Colômbia), Ernesto Zedillo (México) e Ricardo Lagos (Chile).
Além de reprovar as ações antidrogas vigentes, o relatório propõe reformas que consigam "quebrar o tabu", como substituir a pena de prisão por atendimento médico e programas de desintoxicação.
Outras medidas também poderiam apresentar resultados positivos, caso da descriminalização da maconha, distribuição de seringas descartáveis e programas de prescrição de heroína.
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/efe/2012/06/26/luta-contra-drogas-gerou-pandemia-de-aids-aponta-relatorio-global.htmhttp://grupoamigoscuritiba.blogspot.com.br/
Leite materno humano bloqueia transmissão do HIV a ratos "humanizados"
Um experimento realizado na Universidade da Carolina do Norte mostrou que, em ratos "humanizados", o leite materno humano impede a transmissão oral do vírus HIV, informou na última quinta-feira (14) a revista Public Library of Science Pathogens.
"Primeiro, entre os ratos reconstituídos para que se tornassem suscetíveis a doenças humanas como a Aids e que foram expostos ao vírus HIV, 100% foram infectados", disse à Agência Efe o autor principal do estudo, J. Víctor García, graduado em 1979 pelo Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México).
Já quando os cientistas administraram HIV misturado com leite materno humano saudável, 100% ficaram livres da infecção, destacou o pesquisador.
As estatísticas indicam que mais de 15% das novas infecções com o vírus HIV ocorrem em bebês e, sem tratamento, apenas 65% deles sobrevive mais de um ano, enquanto menos da metade chega aos dois anos de vida.
O artigo indica que, embora se atribua ao aleitamento um número significativo dessas infecções, a maioria dos bebês amamentados pelas mães soropositivas não tem a infecção, apesar da exposição prolongada e repetida.
Para resolver a questão sobre se o aleitamento transmite o vírus ou protege contra ele, os cientistas da Escola de Medicina da UNC recorreram a um modelo de rato "humanizado" em laboratório.
"Os ratos são, por essência, resistentes à maioria das doenças que afetam os humanos", ressaltou García. "Para usá-los neste tipo de estudos, é preciso torná-los parcialmente humanos".
"Estes ratos são trabalhados um por um, introduzindo-lhes células-tronco da medula óssea humana às seis semanas de idade", acrescentou o pesquisador. "As células humanas vão a todos os órgãos e áreas similares dos humanos como boca, esôfago, pulmões, intestino, fígado e sistemas reprodutivos que se enchem de células humanas".
O HIV infecta somente os chimpanzés e os humanos, mas só deixa os humanos doentes. Com a reconfiguração de células humanas, os ratos tornam-se suscetíveis à infecção com o HIV.
Em seguida, a equipe de García, que trabalhou com mais de 50 ratos "humanizados", administrou em alguns deles o leite de mães saudáveis misturado com HIV, e a outros apenas o HIV, em ambos os casos por via oral. "Os ratos sensíveis à infecção e que receberam só o vírus adoeceram. Já os que receberam o vírus com leite materno não adoeceram".
"A próxima etapa do estudo é determinar se o leite de mães infectadas tem o mesmo efeito", anunciou o cientista. Mas, segundo ele, o que já foi estabelecido pela primeira parte do estudo dá novas pistas sobre o isolamento de produtos naturais que poderiam ser usados para combater o vírus.
http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2012/06/14/leite-materno-humano-bloqueia-transmissao-do-hiv-a-ratos-humanizados.htm
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Pílula 'quatro em um' torna tratamento do HIV mais 'seguro, simples e eficaz'
Célula infectada pelo HIV: nova pílula ajuda a interromper replicação do vírus
Um novo comprimido que combina quatro drogas anti-HIV em um único tratamento diário é seguro e eficaz, de acordo com um estudo publicado nos EUA.
Espera-se que a "pílula quatro em um" torne mais fácil para os pacientes manter a medicação e melhorar os efeitos de seu tratamento.
Um estudo publicado na revista especializada Lancet afirma que esta poderia ser uma "nova opção de tratamento".
Um especialista britânico disse que a pílula era "uma grande notícia" e fazia parte de um movimento em direção a doses diárias únicas para portadores do HIV.
O HIV é incurável, e o tratamento da infecção requer terapia que combina múltiplas drogas usadas para controlar o vírus.
Isso pode significar tomar vários comprimidos em diferentes horários do dia. E esquecer de um significa que o corpo pode perder a luta contra o HIV.
Pesquisadores e empresas farmacêuticas têm combinado alguns medicamentos em comprimidos individuais, para facilitar a administração das doses.
A "pílula quatro em um" é a primeira a incluir um tipo de droga anti-HIV conhecido como um inibidor da integrase, que interrompe a replicação do vírus.
'Segura, simples, eficaz'
Paul Sax, diretor clínico do Brigham and Women's Hospital, em Boston, Massachusetts, e professor associado da Harvard Medical School, disse: "A adesão dos pacientes à medicação é vital, especialmente para pacientes com HIV, onde a perda de doses pode levar o vírus a tornar-se resistente."
Ele liderou a pesquisa comparando o efeito da pílula quatro em um com o do melhor tratamento disponível até então em 700 pacientes. Ele disse que a pílula quatro em um era tão segura e eficaz quanto as opções anteriores, embora houvesse um nível maior de problemas renais, entre aqueles que a tomam.
"Nossos resultados fornecem uma opção adicional altamente potente e bem tolerada, e reforça a simplicidade do tratamento através da combinação de vários antirretrovirais em um único comprimido."
Dr. Steve Taylor, especialista em HIV no Birmingham Heartland Hospital, disse: "Sem dúvida, o desenvolvimento de uma pílula única é um grande avanço no combate ao HIV."
"Passamos um longo tempo com pessoas tomando até 40 comprimidos três vezes ao dia", diz.
Ele disse que o novo comprimido foi "uma grande notícia" para as pessoas com HIV e que a pílula quatro em um aumentaria as opções de tratamento.
No entanto, ele alertou que muitas pessoas ainda tinham o HIV não diagnosticado. Um quarto das pessoas com HIV no Reino Unido não sabem que estão infectadas.
A pesquisa foi financiada pela empresa de biotecnologia Gilead Sciences.
http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/bbc/2012/06/29/pilula-quatro-em-um-torna-tratamento-do-hiv-mais-seguro-simples-e-eficaz.htm
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