quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Tipo de HIV transmitido pelo sexo não é o mesmo que está no sangue

Algumas variações do vírus têm maior chance de transmissão do que outras.
Autor diz que descoberta pode ajudar a elaborar vacinas.


Quando uma pessoa porta o HIV, ela tem em seu corpo diferentes formas do vírus, que passou por variações genéticas. Se ela tem uma relação sexual desprotegida, a forma do vírus que é passada para frente não é a que é mais abundante no corpo, segundo um estudo publicado pela revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.
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A descoberta sugere que alguns tipos do vírus são mais adaptados ao processo de transmissão.
“Se o sucesso do estabelecimento do vírus [no corpo do infectado] fosse só pelo acaso, na maioria das vezes seria um dos vírus mais abundantes no trato genital de quem transmite. Mas não é isso que vemos”, argumenta o autor do estudo, Eric Hunter, da Universidade Emory, nos EUA.
O pesquisador sabe que “ainda há muito trabalho a fazer”, mas acredita que os resultados vão desencadear novos estudos, que levarão a uma compreensão melhor de como acontece o contágio.
“O grande desafio agora é entender as características dos vírus que começam a infecção e colocá-las como alvos de microbicidas ou vacinas. Isso poderia nos ajudar a tentar proteger as pessoas de uma maneira bem mais inteligente”, explica Hunter.
A pesquisa foi feita com apoio dos programas de pesquisa de HIV de Ruanda e Zâmbia, dois países africanos. Os cientistas analisaram material de oito casais heterossexuais assim que o diagnóstico do HIV foi confirmado no segundo parceiro. Em seis desses oito casos, a transmissão foi da mulher para o homem.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/11/tipo-de-hiv-transmitido-pelo-sexo-nao-e-o-mesmo-que-esta-no-sangue.html
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Estudo mostra que pacientes já em tratamento estão transmitindo o HIV

Pesquisadora israelense alerta para avanço da Aids, sobretudo entre gays.
No Brasil, programa leva testes para locais frequentados por homossexuais.

Uma pesquisa israelense mostra que pessoas que sabem que têm o HIV estão fazendo sexo sem camisinha e transmitindo o vírus para outras pessoas. A equipe de Zehava Grossman, pesquisadora da Universidade de Tel Aviv encontrou, em pacientes recém-diagnosticados, formas do vírus resistentes a drogas. Isso mostra que eles receberam o HIV de pessoas que já tomam o coquetel para controlar a doença.
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Além disso, outras doenças sexualmente transmissíveis (DST’s) foram encontradas nos testes, o que é mais uma indicação de que as pessoas deixaram de usar o preservativo em relações sexuais.
"A informação que temos é em Israel, mas temos tendências semelhantes nos EUA, na Europa e na Austrália", diz Grossman, sobre a falta de cuidado com o sexo seguro. "No nosso trabalho, fica bem claro que é uma tendência de 2007 para cá", completa.
Grossman afirma ainda que as pessoas infectadas têm consciência do que é um comportamento de risco. No teste de laboratório, é possível perceber se a pessoa adquiriu o vírus recentemente. A pesquisadora afirma que, nos últimos anos, muitos foram diagnosticados nesse quadro, e isso mostra que eles já imaginavam que poderiam estar com o HIV, provavelmente porque sabiam que tinham sido expostos ao risco.
Os dados obtidos deixam a pesquisadora preocupada principalmente com homens homossexuais. Ela diz que o número de gays diagnosticados é cinco vezes maior do que era há dez anos. Entre os heterossexuais, a variação não foi significativa, segundo ela.

Quero Fazer
No Brasil, uma campanha contra a Aids se volta para esse mesmo público. O programa Quero Fazer leva um trailler equipado com kits de teste rápidopara locais que são normalmente frequentados por homossexuais.
O exame é feito com uma gota de sangue, retirada com uma picada na ponta do dedo, e demora entre 45 minutos e uma hora para ser comunicado ao paciente.
Trailler do programa Quero Fazer no Largo do Arouche, centro de São Paulo (Foto: Tadeu Meniconi/G1)
Trailler do programa Quero Fazer no Largo do
O projeto, que já está presente em Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, é uma parceria do Ministério da Saúde com autoridades locais e organizações não governamentais (ONG's). Há ainda o apoio da Agência Norte-americana para o Desenvolvimento Internacional.
Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, diz que não há registro de que a transmissão seja maior entre os gays, mas que esse é sim um grupo em que o HIV é mais comum, assim como entre profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis.
Segundo ele, o objetivo do Quero Fazer é "facilitar o acesso de populações que são diferentes do padrão usual da população" ao teste. "Muitas vezes, eles se sentem discriminados", comenta Greco, que especifica: "principalmente os travestis".
 
In loco
José Araujo, diretor da ONG Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (Epah), toma conta do trailler instalado no Largo do Arouche, centro de São Paulo, todos os domingos, de 16h às 20h. Ele e outros integrantes da Epah conversam com os interessados, explicam o que é o teste, tranquilizam os que esperam pelo resultado, e recebem abraços dos pacientes quando o resultado dá negativo.
Com o conhecimento de causa que a proximidade traz, Araujo concorda com o que o Ministério da Saúde diz.
"O preconceito está no ser humano, ele existe. O homossexual quer um serviço direcionado para ele, onde ele não seja julgado", argumenta o diretor, que dá o exemplo de uma pessoa que percorreu os 60 km que separam Jundiaí da capital do estado apenas para fazer o teste oferecido pelo programa.
Paciente faz teste de HIV no trailler do programa Quero Fazer, em São Paulo (Foto: Tadeu Meniconi/G1)
Paciente faz teste de HIV no trailler do programa Quero Fazer, em São Paulo (Foto: Tadeu Meniconi/G1)

Além disso, a instalação de um trailler no centro da cidade e no fim de semana resolve uma questão prática. "Sempre foi constatado que a dificuldade é encontrar o teste, e não fazê-lo", acrescenta Araujo.
O trailler é composto de um laboratório e duas salas e aconselhamento, nas quais os atendentes sociais conversam com os pacientes antes do exame e na hora de dar o resultado.
O teste pode ser feito a partir dos 12 anos, que é quando começa a adolescência, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, desde que o jovem tenha plena consciência do significado.
Números
O Ministério da Saúde estima que 0,6% da população brasileira seja portadora do HIV. Há cerca de 215 mil pacientes em tratamento. A cada ano, entre 20 mil e 25 mil novos casos são diagnosticados e cerca de 12 mil morrem por causa da Aids.
No Brasil, cerca de 30% dos diagnósticos são feitos só depois que o sistema imunológico já foi afetado. Nesses casos, além de controlar a Aids, é preciso também combater as doenças que ela pode acarretar, como, por exemplo, a tuberculose.
Por isso, Greco enfatiza que diagnosticar a doença cedo – o que só é possível com o exame específico de sangue – ajuda no tratamento. “Quanto melhor você estiver, menor a chance de surgirem efeitos colaterais [do remédio]”, afirma o diretor do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, que é infectologista.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/10/estudo-mostra-que-pacientes-ja-em-tratamento-estao-transmitindo-o-hiv.html

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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Número de casos de Aids preocupa saúde pública

O último Censo do IBGE indica que o Estado (PR) tem 1.316.554 de habitantes com mais de 60 anos (números de 2010). Os dados foram divulgados ontem pelo Ministério Público do Paraná, através do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Defesa dos Direitos do Idoso, quando foi feita uma avaliação sobre a situação da população idosa paranaense. O levantamento feito pelo MP-PR, em parceria com o Conselho Estadual dos Direitos do Idoso e a Associação dos Municípios do Paraná, traz dados a respeito das políticas públicas que cada cidade paranaense tem adotado para atender essa faixa da população, informações sobre os conselhos municipais de direitos dos idosos e entidades de longa permanência (asilos), formas alternativas de asilamento, entre outras.
Em Ponta Grossa vivem cerca de 20 mil pessoas com idade acima dos 60 anos, conforme dados do IBGE de 2010. Mas, apesar das várias atividades desenvolvidas, o município não conta com um Conselho do Idoso. E uma das maiores preocupações dos setores de saúde é com o aumento das doenças sexualmente transmissíveis entre este público. Com as melhorias das condições de vida os idosos estão mais saudáveis e sexualmente mais ativos e isso acaba gerando alguns riscos.
Fonte: JMNEWS
http://hivempauta.wordpress.com/2011/10/01/numero-de-casos-de-aids-preocupa-saude-publica/

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sábado, 29 de outubro de 2011

Anvisa suspende comércio, distribuição e uso de medicamento para o tratamento da Aids

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, como medida de interesse sanitário, a suspensão da distribuição, do comércio e do uso do medicamento Lamivudina 10 miligramas, solução oral. A resolução foi publicada hoje no Diário Oficial da União. As informações são da Agência Brasil.

O produto fabricado por uma indústria goiana é um antirretroviral usado no tratamento de pacientes com aids. A medida foi adotada principalmente em função de notificações repassadas à Anvisa, relacionadas ao aspecto do medicamento.
Acesse o site abaixo.
http://www.in.gov.br/visualiza/index.jsp?data=26/10/2011&jornal=1&pagina=138&totalArquivos=240

‘Eu namoro um homem HIV positivo’

O máximo de contato que eu havia tido com o assunto Aids foi durante a adolescência, nos anos de 1980. Meus pais tinham um amigo infectado. Depois, Cazuza e Renato Russo morreram, o filme Filadélfia apavorou meio mundo e a palavra “camisinha” virou cotidiana nas campanhas de carnaval.
Em 2005, conheci um cara e me apaixonei. E ele também se apaixonou. Mas antes do primeiro beijo ele me chamou para conversar. “Sabe o que é, eu tenho HIV. Como é isso para você?”, ele me perguntou, e eu não sabia como era isso para mim. Não me assustei. Simplesmente não tinha ideia do que responder.
Ele me contou que tinha o vírus havia mais ou menos oito anos. Descobriu durante um avaliação médica anual e não tinha ideia de como havia se infectado. Fazia acompanhamento com um infectologista e nunca tinha precisado mudar seu estilo de vida ou tomar remédio. Ou seja: vida normal. Tivemos a boa ideia de marcar uma consulta com o infectologista para conversar sobre o assunto. Marquei e fui, sozinha.
Fiquei duas horas e meia conversando com o médico. Foi uma verdadeira aula, aprendi tudo ali. Que HIV é diferente de Aids. Que você pode ter HIV durante anos e não desenvolver Aids. Que mesmo que você desenvolva Aids, você pode reverter o quadro, tomando os antirretrovirais (famosos coquetéis). Que o importante é sempre manter seus exames em dia. E que sim, você pode se prevenir com 100% de segurança, apenas usando camisinha.
Saí de lá tranquila e a gente começou a namorar direito. Não posso falar que minha vida mudou muito, porque sempre usei camisinha nos meus outros relacionamentos, de qualquer forma. Ou seja, não mudou mesmo.
Outra coisa que sempre fiz foi o exame de HIV a cada seis meses, desde que comecei a me relacionar sexualmente, então isso também não mudou: continuo fazendo.
Ocorreu um fato engraçado quando fui a uma universidade que estudava uma vacina contra a Aids. Fui como voluntária e não me aceitaram porque, como sempre uso camisinha nas relações com meu namorado, consideraram que eu não corria “risco”.
Participei durante alguns anos como moderadora de um fórum sobre HIV na internet e posso afirmar que a desinformação e o preconceito são mesmo gritantes. Uma bebidinha a mais e a camisinha é esquecida. Isso basta para, no dia seguinte, estarem todos lá, no fórum do orkut, chorando com medo de terem sido infectados e não querendo fazer o teste por medo de estarem certos. A gente explicava que não é bem assim, e que fazer o teste é preciso porque é a única forma de você saber se tem HIV ou não.
Eu sempre digo que todo mundo que tem vida sexual ativa precisa fazer o teste de HIV pelo menos uma vez por ano. Descobrindo a presença do HIV no começo da infecção, as chances de não desenvolver Aids são grandes. As mortes por Aids são, em sua imensa maioria, por causa de pessoas que só descobrem a doença quando ela já se manifestou, ou seja, nunca fizeram o teste antes.
Mas isso não quer dizer que eu ache o HIV uma coisa normal e leve de se ter. Não é. Tomar um coquetel de remédios todos os dias de manhã não é uma coisa agradável, seja qual for a sua doença ou o vírus que você tem. Se eu tiver que escolher entre ter e não ter HIV, certamente vou escolher não ter.
É simples assim. Existem muitos casais sorodiscordantes que vivem juntos e têm uma vida sexual ativa e saudável, e se previnem, e vivem bem. A camisinha e o teste são a melhor prevenção que você pode ter.
*A autora do texto preferiu não ter seu nome revelado
Fonte: R7


Leia mais: http://www.aidshiv.com.br/eu-namoro-um-homem-hiv-positivo/#ixzz1cCOVtVI1
 

Nova vacina pode tornar a aids inofensiva

A aids nunca esteve tão próxima de seu fim como doença letal. O Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol) anunciou nesta quarta-feira uma vacina capaz de provocar uma resposta imunológica contra o vírus HIV em 90% dos casos. A pesquisa, que já está na fase clínica, sendo testada em humanos, mostrou que, mesmo um ano após receber a vacina, 85% dos voluntários ainda mantinham a imunidade.
“Se tudo der certo, o HIV representará, no futuro, o que o vírus da herpes representa hoje: uma infecção menor que só atinge pessoas com o sistema imunológico debilitado”, afirmou nesta quarta-feira o pesquisador Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha, vinculado ao CSIC, responsável pelo desenvolvimento da vacina.
A pesquisa, publicada nos periódicos Vaccine e no Journal of Virology, além de eficaz, se mostrou perfeitamente segura. Por isso, será administrada, em sua fase 2 de testes clínicos, em voluntários já infectados pelo vírus, como forma de determinar sua eficácia não apenas na prevenção, mas também no tratamento da doença. “Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV”, disse Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, que participou dos testes com os voluntários.
Como funciona — Quando administrada em voluntários saudáveis, a vacina faz com que o sistema imunológico detecte e aprenda a combater componentes do vírus. “É como mostrar uma fotografia do vírus HIV ao sistema imunológico para que ele possa reconhecê-lo quando o vir novamente no futuro”, disse Mariano Esteban.
As principais células de defesa do organismo são os linfócitos T e B. As células B são responsáveis pela chamada imunidade humoral, que ataca as partículas de HIV antes que elas infectem as células. As células de defesa T induzem a imunidade celular, que detecta e destrói as células já infectadas.
A vacina funciona estimulando a produção dessas células. Testes feitos nos 24 voluntários que participaram da pesquisa, um ano depois de receber a vacina, mostraram que a produção de ambos os tipos de células de defesa aumentou em até mais de 70%, enquanto no grupo controle (seis voluntários que não tomaram a vacina) não houve aumento.
Memória — Para que a vacina seja realmente eficaz, é preciso que ela produza linfócitos especiais com “memória”, formados após o primeiro ataque do vírus. Elas ficam no corpo por anos, à espreita de uma nova investida do vírus.
Novamente, testes feitos um ano após a aplicação da vacina mostraram que, em 85% dos voluntários, 50% das células de defesa eram linfócitos T com memória.
No entanto, segundo Esteban, a vacina não é capaz de eliminar totalmente o vírus HIV do organismo. “Mas a imunidade celular que a vacina produz faz com que o vírus fique sob controle”, diz o pesquisador espanhol. “Se o vírus tentar entrar na célula, o sistema imunológico desativará o vírus e destruirá a célula infectada.”
Até agora, a única vacina contra o HIV que chegou à terceira fase de testes clínicos foi feita na Tailândia. As duas primeiras fases testam a toxicidade do composto e sua eficácia, enquanto a terceira e a quarta examinam a posologia do remédio. Como gerou uma defesa de apenas 27%, não pôde ser utilizada na população.
Fonte: Veja.com

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Para cada paciente que inicia tratamento contra aids, dois são contaminados

A Organização das Nações Unidas classificou como frágeis e insuficientes as conquistas no combate à aids. Em um relatório que é uma preparação para uma discussão de alto nível que ocorre em junho, em Nova York, EUA, e deve contar com a presença da presidente Dilma Rousseff, a organização traça metas e afirma que deve haver uma estratégia mundial.
Entre as metas, está a redução à metade da transmissão do vírus HIV por meio de relações sexuais e das mortes de portadores de HIV por tuberculose, além do aumento do alcance das pessoas atingidas pelos tratamentos antiaids.
Segundo o documento, em 2010 6 milhões de pessoas recebiam remédios para manter a doença sob controle, contra 5,2 milhões no ano anterior. Entretanto, para cada paciente que inicia o tratamento, outras duas pessoas são infectadas.
Fonte: Pop.com

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