sábado, 29 de outubro de 2011

Nova vacina pode tornar a aids inofensiva

A aids nunca esteve tão próxima de seu fim como doença letal. O Conselho Superior de Pesquisa Científica da Espanha (CSIC, na sigla em espanhol) anunciou nesta quarta-feira uma vacina capaz de provocar uma resposta imunológica contra o vírus HIV em 90% dos casos. A pesquisa, que já está na fase clínica, sendo testada em humanos, mostrou que, mesmo um ano após receber a vacina, 85% dos voluntários ainda mantinham a imunidade.
“Se tudo der certo, o HIV representará, no futuro, o que o vírus da herpes representa hoje: uma infecção menor que só atinge pessoas com o sistema imunológico debilitado”, afirmou nesta quarta-feira o pesquisador Mariano Esteban, do Centro Nacional de Biotecnologia da Espanha, vinculado ao CSIC, responsável pelo desenvolvimento da vacina.
A pesquisa, publicada nos periódicos Vaccine e no Journal of Virology, além de eficaz, se mostrou perfeitamente segura. Por isso, será administrada, em sua fase 2 de testes clínicos, em voluntários já infectados pelo vírus, como forma de determinar sua eficácia não apenas na prevenção, mas também no tratamento da doença. “Já provamos que a vacina pode ser preventiva. Em outubro, vacinaremos pessoas infectadas com HIV”, disse Felipe García, do Hospital Clínic de Barcelona, que participou dos testes com os voluntários.
Como funciona — Quando administrada em voluntários saudáveis, a vacina faz com que o sistema imunológico detecte e aprenda a combater componentes do vírus. “É como mostrar uma fotografia do vírus HIV ao sistema imunológico para que ele possa reconhecê-lo quando o vir novamente no futuro”, disse Mariano Esteban.
As principais células de defesa do organismo são os linfócitos T e B. As células B são responsáveis pela chamada imunidade humoral, que ataca as partículas de HIV antes que elas infectem as células. As células de defesa T induzem a imunidade celular, que detecta e destrói as células já infectadas.
A vacina funciona estimulando a produção dessas células. Testes feitos nos 24 voluntários que participaram da pesquisa, um ano depois de receber a vacina, mostraram que a produção de ambos os tipos de células de defesa aumentou em até mais de 70%, enquanto no grupo controle (seis voluntários que não tomaram a vacina) não houve aumento.
Memória — Para que a vacina seja realmente eficaz, é preciso que ela produza linfócitos especiais com “memória”, formados após o primeiro ataque do vírus. Elas ficam no corpo por anos, à espreita de uma nova investida do vírus.
Novamente, testes feitos um ano após a aplicação da vacina mostraram que, em 85% dos voluntários, 50% das células de defesa eram linfócitos T com memória.
No entanto, segundo Esteban, a vacina não é capaz de eliminar totalmente o vírus HIV do organismo. “Mas a imunidade celular que a vacina produz faz com que o vírus fique sob controle”, diz o pesquisador espanhol. “Se o vírus tentar entrar na célula, o sistema imunológico desativará o vírus e destruirá a célula infectada.”
Até agora, a única vacina contra o HIV que chegou à terceira fase de testes clínicos foi feita na Tailândia. As duas primeiras fases testam a toxicidade do composto e sua eficácia, enquanto a terceira e a quarta examinam a posologia do remédio. Como gerou uma defesa de apenas 27%, não pôde ser utilizada na população.
Fonte: Veja.com

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Para cada paciente que inicia tratamento contra aids, dois são contaminados

A Organização das Nações Unidas classificou como frágeis e insuficientes as conquistas no combate à aids. Em um relatório que é uma preparação para uma discussão de alto nível que ocorre em junho, em Nova York, EUA, e deve contar com a presença da presidente Dilma Rousseff, a organização traça metas e afirma que deve haver uma estratégia mundial.
Entre as metas, está a redução à metade da transmissão do vírus HIV por meio de relações sexuais e das mortes de portadores de HIV por tuberculose, além do aumento do alcance das pessoas atingidas pelos tratamentos antiaids.
Segundo o documento, em 2010 6 milhões de pessoas recebiam remédios para manter a doença sob controle, contra 5,2 milhões no ano anterior. Entretanto, para cada paciente que inicia o tratamento, outras duas pessoas são infectadas.
Fonte: Pop.com

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Novos tratamentos aumentam expectativa de vida de pessoas com aids em 15 anos

Entre 1996 e 2008, a expectativa de vida entre os pacientes ingleses com HIV aumentou em 15 anos, segundo estudo publicado nesta quarta-feira no British Medical Journal. A ampliação deve-se principalmente aos novos medicamentos antirretrovirais, principalmente se administrados no começo da doença. Segundo a pesquisa, a aids pode ser considerada uma doença crônica se o tratamento for seguido à risca, embora a expectativa de vida entre os doentes seja menor que entre a população em geral.
Uma equipe de pesquisadores, coordenados pela Dra. Margaret May, da Universidade de Bristol, comparou dados da população britânica em geral com dados coletados de 17.661 pacientes com aids com mais de 20 anos de idade, entre 1996 e 2008.
A análise mostrou que a expectativa de vida média para quem tinha 20 anos de idade saltou de 50 para 66 anos de idade. Entre as mulheres com HIV, o acréscimo foi maior: elas chegam até os 70 anos idade, contra 60 dos homens. A expectativa de vida entre a população britânica é de 78 anos para homens e 82 para mulheres.
O estudo também mostrou que o grande impacto na expectativa de vida causado pelo início do tratamento no tempo certo. Feito de forma errada, pode resultar em uma perda de 15 anos na expectativa de vida.
O vírus HIV ataca as células de defesa do organismo. Para saber quando é necessário administrar os antirretrovirais, é preciso monitorar a quantidade de células imunológicas chamadas CD4 no organismo. Em alguns casos, porém, o número de células CD4 já está em um nível muito baixo, tornando impossível reverter a queda. Neste caso, o paciente morre em pouco tempo, graças a alguma infecção oportunista.
Segundo a pesquisa, quando o número de células CD4 por milímetro cúbico de sangue é de até 100, a expectativa de vida média é de 58 anos; se o número for entre 100 e 199, passa para 61 anos; e entre 200 e 350 vai para 73 anos. Em uma pessoa HIV-negativa, o número de células CD4 fica entre 600 e 1.200 por milímetro cúbico.
“É preciso identificar as pessoas com HIV logo no início da doença para evitar o impacto altamente negativo de se administrar a terapia antirretroviral quando a contagem de CD4 está abaixo de 200 células por milímetro cúbico”, afirma o estudo.
O estudo deixa claro também que apesar dos ganhos serem encorajadores, nem todos os pacientes apresentam o mesmo grau de melhora com os tratamentos.
“É preciso alertar que os ganhos na expectativa de vida só foram alcançados graças com a identificação da doença em seu início, monitoramento regular e tratamento ininterrupto”, afirmaram os autores do estudo.
Fonte: Veja.com

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

História da AIDS no MUNDO

1926 -1946:
· Esse é o período no qual os cientistas acreditam que o HIV passou de macacos para humanos. Há discordâncias. Alguns cientistas acreditam que possa ter ocorrido antes.

1959:
· Um homem morre em Kinshasa, no Congo (ex-Zaire), de AIDS. È o primeiro caso comprovado no mundo, diagnosticado pelo sangue estocado.

1969:
· Em 28 de junho, em um bar de Nova Iorque, chamado Stonewall, gays enfrentam policiais que os perseguiam. Esta data hoje é comemorada como “Dia Internacional do Orgulho Gay” .
1971:
· No México, é organizado o primeiro grupo de defesa de gays e lésbicas da América Latina, com a publicação de um boletim homossexual.

1981:
· O "Centers for Disease Control and Preventions (CDC)", dos EUA, publica em junho, no "Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR) " , artigo relatando cinco casos de "Pneumocystis carinni" e, homens jovens, em Los Angeles, identificados como homossexuais, sendo que dois já haviam falecido.
· O Jornal The New York Times, publica a primeira matéria contando a existência de consistentes patologias entre homossexuais, um “câncer gay”.
· O Jornal do Brasil reproduz a matéria.

1982:

· É dado o nome de GRID ( Gay - Related Immune Deficiency) para descrevera a nova síndrome.
· É fundado, em Nova Iorque, o Gay Men´s Health Crisis (GMHC).
· A síndrome é renomeada para AIDS ( Acquired Immuno Deficiency Syndrome).
· Durante o ano são identificados três modos de transmissão: sangue, mãe para filho e relação sexual.

1983:
· O Instituto Pasteur, na França, acredita que isolou um novo vírus, que causa a AIDS. O vírus foi chamado de LAV (Lymphadenopathy-associated virus)

1984:
· O governo norte-americano anuncia que o Dr. Robert Gallo, do Instituto Nacional do Câncer, isola um retrovírus que causa a AIDS. O vírus foi chamado de HTLV-III.
· A AIDS é declarada uma doença notificável nos EUA
· Em São Francisco , EUA, são fechadas todas as saunas.
· Morre o escritor Francês Michel Foucalt aos 58 anos.
· Morre o comissário de bordo canadense Gaetan Dugas, por algum tempo considerado como o "paciente zero", a pessoa que "trouxe" a Aids para os EUA

1985:
· O primeiro teste de detecção para o HIV fica disponível nos EUA
· Realização em Atlanta (EUA), da I Conferência Internacional de AIDS
· Morre o ator Rock Hudson, em outubro.
· Morre Ricky Wilson, guitarrista da banda de rock B-52’s.

1986:

· Criação, pela Organização Mundial de Saùde (OMS) do Special Programme on AIDS, coordenado por Jonathan Mann.
· Um comitê internacional avalaia e declara que LAV e HTLV-III são um mesmo vírus. Um novo nome é dado: HIV (Human Immunodeficiency Vírus).
· Realização da II Conferência Internacional de AIDS em Paris (França)

1987:
· O AZT é aprovado como medicamento para AIDS.
· Mudança do Special Programme on AIDS para Global Programme on AIDS ( GPA)
· O Presidente do Zâmbia comunica que seu filho morreu de AIDS.
· Os EUA aprovam uma legislação que proíbe a entrada no país de pessoas HIV positivas.
· Realização da III Conferência Internacional de AIDS em Whashington (EUA)
· Fundado em março, em Nova Iorque, o grupo ACT UP (AIDS Coalition to Unleash Power).
· Norine Kaleeba funda, em Uganda, a organização TASO (The AIDs Support Organization), uma das primeiras e uma das maiores ongs africanas, criada para oferecer apoio e assistência para pessoas com HIV/AIDS.
· Em São Francisco, Estados Unidos, é feito o primeiro painel para o “AIDS Memorial Quilt” (Names Project) , conhecido no Brasil como Projeto Nomes.
· Estabelecimento em Londre, do Steering Committee of People Living With HIV/AIDS. Que em 1992 mudou o nome para Global Network of People Living with HIV/AIDS (GNP+).
· A OMS reporta, novembro que o número total de casos notificados no mundo é de 62.811 casos de AIDS.

1988:

· Estabelecimento, pela OMS, do 1º de Dezembro, como o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS.
· Realização da IV Conferência Internacional de AIDS em Estocolmo (Suécia).

1989:

· A OMS divulga que o número total de casos de AIDS em todo o mundo é de 203.599.
· Realização da V Conferência Internacional de AIDS em Montreal (Canadá).
· Primeiro encontro Internacional sobre ONGs chamada: “ Opportunities for Solidarity”, em Montreal, Canadá.

1990:
· A OMS reporta o total de 307 mil casos de AIDS, oficialmente notificados em todo o mundo.
· Realização em Paris, do II Encontro Internacional de Ong com atividades em AIDS
· Criação do International Council of AIDS Service Organization (ICASO)
· É estabelecido em Kampala, Uganda, “The AIDS Information Center”, o primeiro programa na África, a ofercer teste voluntário e aconselhamento em HIV.
· Jonathan Mann sai da coordenação do Programa Global de AIDS.
· O norte-americano Michael Merson assume a coordenação do Programa Global de AIDS.
· Realização da VI Conferência Internacional de Aids em São Francisco (EUA).

1991:
· O jogador norte americano, Magic Johnson, comunica que é soropositivo.
· Morre, Freddie Mercury, cantor do grupo de Rock Queen, aos 45 anos, menos de 24 horas de oficializar que tinha AIDS.
· Criação da Global Network of People Living with HIV/AIDS – (GNP+).
· Lançado mundialmente o ddI como um novo inibidor de transcriptase reversa.
· Realização da VII Conferência Internacional de AIDS em Florença (Itália).
· O laço vermelho é lançado como um símbolo internacional de conscientização a AIDS.
· A Organização Mundial de Saúde anuncia que 10 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus HIV no mundo.

1992:
· Criação da "Internacinal Community of Women Living With HIV/AIDS (ICW).
· O FDA aprovou o uso de ddC em combinação com o AZT para tratamento de infecções avançadas de AIDS, marcando com sucesso a primeira terapia de combinação de drogas no tratamento da AIDS.
· O International Steering Committee of People Living with HIV/AIDS muda de nome para Global Network of People Living with HIV/AIDS (GNP+)
· Inicia-se uma rodada de negociações internacionais multilaterais conhecida como “Uruguay Round” , que resultou na criação da OMC. Para aderirem à OMC, os países candidatos tiveram que concordar com um conjunto de acordos e tratados relacionaos ao comércio de bens e serviços, assim como o “Trade Related Aspects of Intellectual Property Rights” , o acordo TRIPS, sobre aspectos relacionados ao comércio dos direitos de propriedade intelectual, que não diz respeito diretamente ao comércio, mas à defesa das questões relacionadas à propriedade intelectual.
· Realização da VIII Conferência Internacional de AIDS em Amsterdã (Holanda)
· A França condena 3 oficiais do departamento de saúde pela distribuição de produtos derivados de sangue em 1985 infectados com HIV, levando à infecção centenas de pacientes receptores de transfusão.
· Morre Isaac Asimov, escritor de ficção científica, vítima da AIDS contraída em 1989 através de uma transfusão sanguínea durante uma cirurgia cardíaca.

1993:
· O Estudo Concorde conclui que AZT não é uma terapia útil para as pessoas HIV+ que inda não desenvolveram sintomas.
· Realização da IX Conferência Internacional de Ais em Berlim (Alemanha).
· Morre o bailarino russo Rudolf Nureyev.
· Morre o tenista americano Arthur Ashe.
· Morre Ray Gillen , vocalista da banda Badlands.

1994:
· Morre, em fevereiro, o jornalista Randy Shilts, autor de "And the band played on", editado na década de 80, e traduzido para o português, em 1990, como "O prazer com o risco de vida". O livro de Shilts foi um dos primeiros relatos sobre a forma como a AIDS afetou a comunidade gay norte-americana.
· Realização da X Conferência Internacional de AIDS em Yokohama (Japão).
· O ator Tom Hanks ganha o Oscar pelo papel de um homossexual com AIDS no filme "Philadelphia".
· O estudo ACTG076 mostra uma redução do risco de transmissão da mãe para o bebê.
· Começa a ser estudado um novo grupo de drogas para o tratamento da infecção, os inibidores de protease.
· Realização em Paris, em dezembro, do “Paris AIDS Summit”, que teve, como uma das propostas, o princípio do GIPA (Greater Involvment of People Living with HIV/AIDS) nas políticas locais, regionasi e globais de AIDS.


1995:

· Aprovado o Saquinavir, o primeiro inibidor de protease.
· Lançados os medicamentos d4T e 3TC.

1996:

· Os coquetéis triplos, incluindo inibidores de protease que impedem a replicação do HIV no corpo, são anunciados na 11ª Conferência Mundial de Aids em Vancouver, Canadá.
· Transformação o Programa Global de AIDS ( Global Programme on AIDS) em Programa Conjunto das Nações Unidas em HIV/AIDS (Joint United Nations Programme on HIV/AIDS, UNAIDS).
· O cientista belga Peter Piot assume como Diretor Executivo da UNAIDS.
· Realização em Vancouver no Canadá, da XI Conferência Internacional de AIDS.
· Intodução da Highly Active Antiretroviral Therapy (HAART).
· Criação do Grupo de Cooperação Técnica Horizontal em HIV/AIDS entre Países da América Latina e Caribe (GCTH), que congrega os programas nacionais de AIDS.
· David Ho, importante pesquisador de AIDS, ganha o prêmio “O Homem do Ano” da Revista “Time”.

1997:
· Ano que a UNAIDS reconhece, em sua cronologia dos 20 anos de HIV/AIDS, que o Brasil é o primeiro país em desenvolvimento a distribuir a terapia anti-retroviral através do sistema publico de saúde.

1998:
· Inicia-se nos EUA, o primeiro teste em humanos de uma vacina anti-AIDS.
· Laboratórios multinacionais processam o governo da África do Sul, que havia aprovado uma lei que permitia o país de comprar medicamentos genéricos mais baratos para a AIDS.
· Realização da XII Conferencia Internacional de AIDS em Genebra (Suíça).
· Cientistas copiam a estrutura cristalina da proteína GP120, usada pelo HIV para destruir células do sistema imunológico e atacar o organismo.
· Morre em setembro, em um acidente aéreo , Jonathan Mann.

1999:
· Um chimpanzé chamado Marilyn ajuda a confirmar que o vírus da aids foi transmitido primeiramente para as pessoas através de chimpanzés. Testes genéticos mostram que o HIV é bastante similar ao vírus da imunodeficiência simiana, ou SIV, que infecta os macacos, mas não os deixa doentes.
· O francês Laurent Fabius é julgado por homicídio culposo, por ter protelado o exame de detecção do HIV na França no ano de 1985.
· Começa, na Tailândia, o primeiro teste de eficácia de uma potencial vacina anti-HIV.
· A organização "Médicos sem fronteiras", que desde 1999 está implementando a campanha " Acess to Essential Medicines", recebe o Prêmio Nobel da Paz.
· A UNAIDS estima que 33 milhões de pessoas, em todo o mundo, estão vivendo com HIV/AIDS.

2000:
· A 4172º Reunião do Conselho de Segurança da ONU, realizada em julho, aprova a Resolução 1308 (2000) que coloca a AIDS como uma questão de segurança global.
· Morre em Janeiro, em Bogotá, Colômbia, Henri Ardila, uma liderança no movimento de pessoas que vivem com HIV/AIDS, foi presidente da Liga Colombiana de Lucha Contra el SIDA e, pouco antes de morrer, havia sido nomeado chefe do Programa Nacional de AIDS da Colômbia.
· Morre, em outubro, em Nova Iorque, Luis Gauthier, uma liderança no movimento gay na região da América Latina, integrava o grupo chileno, LAMBDA e foi representante das ongs das regiões da América Latina e Caribe no PCB ( Programme Coordinating Board) da UNAIDS. Foi também um dos articuladores do ASICAL ( Associación para La SAlud Integral y Ciudadania em America Latina).
· Cresce a preocupação sobre os efeitos colaterais dos medicamentos anti-retrovirais e com isso, caiu por terra a idéia de "bater cedo e forte" no HIV, com revisão de critérios para inicio do tratamento.
· Realização da XIII Conferência Internacional de Aids em Durban (África do Sul)
· Ganha força a discussão sobre o acesso aos medicamentos nos países pobres , sobretudo o Continente Africano.
· Relatório da UNAIDS/OMS menciona o número de 36,1 milhões de pessoas com HIV/AIDS em todo o mundo.

2001:
· Em fevereiro, a Organização Mundial do Comércio (OMC) aceita o pedido dos EUA, de abertura de um painel contra o Brasil. Os EUA questionam a lei de Propriedade Industrial Brasileira (Lei n º 9.279, de 14 de maio de 1999), tendo, como principal motivo, a produção nacional de ARVs.
· 5 de março, tendo à frente ativistas em HIV/AIDS, é declarado “Dia Global de ação”, em solidariedade à África do Sul..
· Em abril, as 39 companhias farmacêuticas retiram o processo que moviam contra o governo sul-africano.
· No “African Summit for HIV/AIDS, TB and other Infectious Diseases”, que aconteceu em Abril, na Nigéria, o Secretário Geral da ONU, Kofi Anan, propõe a criação de um fundo global para a AIDS e outras doenças infecciosas.
· A 57º Sessão da Comissão de Direitos Humanos da ONU aprova, em abril, a Resolução 2001/33 intitulada "Acesso a Medicamentos no Contexto de Pandemias como o HIV/AIDS" .
· Realização em Nova Iorque , em junho, da Sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre HIV/AIDS.
· A “ Declaration of Commitment on HIV/AIDs”, resultado da sessão Especial da Assembléia Geral da ONU sobre HIV/AIDs, menciona que 90% dos casos de AIDS estão nos países subdesenvolvidos.
· Os EUA retiram em junho, a queixa contra o Brasil na OMC.
· Em junho, a Organização Internacional do Trabalho (International Labour Organization) lança um código de condutas relacionado à AIDS para empresários, governos e trabalhadores.
· Thabo Mbeki, presidente da África do Sul, ainda nega que o HIV causa a AIDS.
· Em novembro, a China realiza a sua primeira conferência nacional de AIDS.
· 32 mil pessoas de 163 países e territórios, assinam a petição " Health Before Wealth", parte da campanha de acesso a medicamentos "Cut the Cost", da OXFAM (The Oxford Commitee for Famine Relief).
· Na “The Fourth World Trade Organization Ministerial Conference”, realizada em novembro , em Doha, Qatar,é aprovada uma declaração em que torna possível que, em situações de emergência nacional, em saúde pública, seja aplicado o licenciamento compulsório.
· Em dezembro, a Suprema Corte de Pretória determina que o governo nsul-africano distribua medicamentos para AIDS para mulheres grávidas visando reduzir a transmissão por Hiv da mãe para a criança.
· Em dezembro o governo sul-africano apela com relação a ordem judicial de distribuir medicamentos para a AIDs para mulheres grávidas.
· Relatório da UNAIDS/OMC menciona o número de 40 milhões de pessoas vivendo com HIV/AIDS em todo o mundo. O número estimado de mortes em 2001 foi de três milhões de pessoas.

2002:
· É criado o Fundo Global de Luta contra Aids, Tuberculose e Malária a fim de combater as três doenças infecciosas.
· Em um relatório que indica que a epidemia de aids ainda apenas engatinha, a ONU diz que a síndrome vai matar 70 milhões de pessoas nos próximos 20 anos, principalmente na África, a menos que países ricos cooperem com os esforços para conter a disseminação.
· Realização da XIV Conferência Internacional de Aids em Barcelona (Espanha)

2003:
· Eua aprova a venda de Fuzeon (T20), através da Agência Federal para Segurança de Medicamentos e Alimentos (FDA), para adultos e crianças com mais de seis anos de idade.

2004:
· Realização da XV Conferência Internacional de Aids em Bangkok (Tailândia).

2005:

· Nelson Mandela anuncia que seu filho, Margatho Mandela, morreu de AIDS.
· A Cruz Vermelha do Canadá assume a culpa pela distribuição, na década de 80, de sangue contaminado. Mais de mil pessoas foram infectadas com o vírus HIV. Pelo menos 20 mil pessoas contraíram hepatite C. O número de mortos chegou a 3 mil. Em 1997, um inquérito criticou a instituição, que administrou os bancos de sangue por duas décadas e foi substituída.

Fonte:
Centro de pesquisas históricas IBVV

http://www.ibvivavida.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=61&Itemid=70&9a0eb4d3963199475069fd8a4bcd9ac5=cubdrbba

História da AIDS no BRASIL

Câmara aprova punição para quem discriminar portador de HIV

Projeto que estabelece pena de um a quatro anos de prisão.
Texto agora seguirá para votação no Senado.


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça – feira (18), o projeto de lei 6124/05, que estabelece pena de um a quatro anos de reclusão para quem discriminar portadores do vírus do HIV.  O projeto seguirá para votação no Senado.
O texto define como crime negar trabalho e atendimento de saúde a uma pessoa com Aids, discriminar ou impedir que essas pessoas frequentem creches ou estabelecimentos de ensino, além de divulgar a condição do portador de HIV com a intenção de constrangê-lo.
Os deputados retiraram do texto o inciso que classificava como crime “exonerar ou demitir de cargo ou emprego” em função do HIV.
O deputado Edmar Arruda (PSC – PR), autor do destaque, argumentou em plenário que a redação poderia “criar uma complicação jurídica.
"“Não se trata de ser contra o projeto, mas de criar uma indústria de ações trabalhistas que essa ação vai provocar. Não podemos imputar ao empregador essa responsabilidade”", disse.

http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/10/camara-aprova-punicao-para-quem-discriminar-portador-de-hiv.html

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Mitos e verdades da aids

Apesar da evolução nas formas de tratamento e prevenção, a aids continua sendo uma ameaça significativa aos brasileiros. Estima-se que existam entre 460 mil e 810 mil pessoas contaminadas pelo vírus, de acordo com as Nações Unidas.

Uma as principais formas de combater a doença é o investimento em prevenção, afirmam os especialistas. “Outra forma é com o diagnóstico precoce, para que o tratamento comece cedo e impeça que o vírus faça a doença se manifestar”, afirma o sanitarista Artur Kalichman, adjunto do Programa Estadual DST/AIDS.

Por conta do Dia Mundial de Luta contra AIDS, celebrado hoje (1/12), acontece em São Paulo a campanha “Fique Sabendo”, com testes rápidos em gratuitos em diversas cidades.

Mesmo com o primeiro diagnóstico da doença feito há quase 30 anos, ainda existem dúvidas e muito preconceito em torno da epidemia. O iG reuniu uma série de mitos e verdades, com material de entrevistas e do departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Tire suas dúvidas!

AIDS e HIV são a mesma coisa.
Errado. AIDS é a doença causada pelo vírus HIV, que ataca o sistema imunológico do portador. É possível passar muitos anos com o vírus e sem a doença manifestada. Mas isso não impede sua transmissão por relações sexuais ou pelo contato com sangue contaminado.

Ainda existem grupos de risco.
Errado. Hoje existem comportamentos de risco, como sexo desprotegido, uso de drogas injetáveis, contato com sangue ou com objetos cortantes contaminados. A ideia dos grupos de risco surgiu no início da epidemia, quando a doença se alastrava entre homossexuais, hemofílicos e dependentes químicos. Mas essa distinção logo se mostrou inapropriada.


Sexo oral transmite HIV.
Certo. O contato com os fluídos durante o sexo oral pode transmitir o vírus HIV. Tal prática deve ser realizada com preservativo.

O risco de contágio pelo sexo anal é maior.
Certo. Como a mucosa anal é mais frágil do que a vaginal, o risco de contágio é maior.

Toda gestante soropositiva vai transmitir o vírus HIV durante o nascimento.
Errado. É possível evitar a transmissão vertical (de mãe para filho) com pré-natal adequado. A mãe deve ter baixa carga viral e boa imunidade. São ministrados antirretrovirais ao longo da gestação.

A camisinha é segura contra o vírus HIV.
Certo. Estudos norte-americanos já ampliaram o látex, material do preservativo, em 30 mil vezes e não detectaram nenhum poro pelo qual o vírus pudesse passar. A camisinha continua sendo o método preventivo mais recomendado porque também evita outras doenças sexualmente transmissíveis e serve como forma barata e simples de evitar uma gravidez indesejada.

A manifestação da AIDS pode ser fatal para o portador.
Certo. A doença é marcada pela fase mais avançada da infecção, quando a imunidade se torna muito baixa e permite o ataque de doenças oportunistas. Debilitado, o paciente pode não resistir a problemas como hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Mas há como impedir isso. Se o vírus for detectado na fase em que os sintomas não se manifestaram, é possível começar o tratamento para fortalecer o sistema imunológico e enfraquecer o vírus. Por isso é recomendado o teste sempre que a pessoa for exposta a alguma situação de risco.

Uma pessoa pode ser acusada na Justiça de transmitir o vírus HIV ao seu parceiro.
Certo. Existe essa possibilidade, mas ela requer algumas condições bem específicas. É preciso provar que houve intenção de contaminar o parceiro e que ele foi, de fato, contaminado ou exposto ao risco. A questão é polêmica e divide especialistas. O Ministério da Saúde, por exemplo, é contrário à criminalização do portador por julgar tal postura favorável ao aumenta da discriminação.

Quem é portador do HIV deve sempre revelar sua condição.
Errado. Como existe muita discriminação em torno da aids, os especialistas recomendam revelar a condição apenas quando o portador se sentir seguro para isso. O mesmo vale para relações amorosas, embora revelar a situação ao parceiro seja uma forma de compartilhar as dificuldades e de ter apoio contra a doença.

A AIDS também ameaça pessoas casadas ou em relacionamentos estáveis.
Certo. “A sociedade ainda é muito machista e permite ao homem determinados comportamentos não permitidos às mulheres”, afirma o sanitarista Artur Kalichman, adjunto do Programa DST/AIDS. Ele explica que as relações extraconjugais, muitas vezes, são a causa da entrada do vírus em relações estáveis. Cabe ao casal, segundo ele, estabelecer formas de prevenção e elos de confiança.

Os homossexuais têm uma prevalência alta do vírus HIV.
Certo. “Ela está em torno de 10% no País”, conta Kalichman. “Não é discriminação, é uma constatação que nos mostra a necessidade de políticas públicas voltadas a este público”, completa.

A circuncisão reduz o risco de contágio do HIV.
Certo. Pesquisas indicam que a circuncisão pode reduzir em cerca de 50% o risco de contágio em homens heterossexuais. Contudo, a melhor forma de prevenção ainda é o uso de preservativos.

Um beijo na boca pode transmitir HIV.
Errado. Isso só vai acontecer se a pessoa estiver com sangramento considerável, pois a saliva tem várias substâncias prejudiciais ao vírus. O risco é menor de 0,1%.

O “coquetel do dia seguinte” pode impedir o contágio após exposição ao vírus.
Certo. Mas nem sempre a medida é eficaz. Os antirretrovirais são usados na prevenção da transmissão vertical (mãe para filho, no nascimento) e em caso de violência sexual e de exposição de profissionais de saúde. Seu uso deve ser feito até 72 horas após a exposição.
Fonte: IG
http://hivempauta.wordpress.com/tag/aids/
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