quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Homens que utilizam medicamentos para disfunção erétil apresentam maior risco de contrair DST/aids, indica estudo

O estudo teve como base o banco de dados de uma seguradora privada de saúde de 44 grandes empresas dos Estados Unidos, no período entre 1997 e 2006, e compararou os índices de DST em aproximadamente 1.4 milhão de homens com mais de 40 anos, usuários ou não de remédios para a disfunção erétil.

Dr. Anupam B. Jena, da Escola de Medicina de Harvard, explica que os tratamentos para a disfunção erétil ganharam popularidade entre os homens de meia-idade e idosos. “O aumento da atividade sexual entre os que utilizam estas drogas levanta preocupações sobre as DST nessa faixa etária”, disse.

Entretanto, a pesquisa mostra que mesmo antes de começarem a fazer uso dos remédios contra disfunção erétil, esses homens já estavam mais expostos às infecções sexuais.

Segundo a análise, um ano antes do início do tratamento, a notificação de casos de DST foi o dobro nos homens que posteriormente passaram a fazer uso dos remédios em comparação àqueles que nunca fizeram; e um ano depois da terapia, 1,6 vez maior.

Quando analisados apenas os casos de HIV, a chance de infecção, entre os homens que tomam remédios para disfunção erétil, foi três vezes maior.

De acordo com os pesquisadores, a associação observada entre o uso destes medicamentos e as DST pode ter mais a ver com os perfis das pessoas que procuram pelo tratamento contra disfunção erétil, e não pelo efeito direto desses remédios.

Redação da Agência de Notícias da Aids

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Nova droga mostra eficácia e poucos efeitos colaterais no combate à aids

 

Medicamento desenvolvido por cientistas alemães reduziu a carga viral de HIV no sangue em até 95% e apresentou efeitos colaterais mínimos nos primeiros testes.

 

Uma nova substância desenvolvida por pesquisadores alemães traz esperança na luta contra a aids. O remédio, que está sendo desenvolvido pela VIRO Pharmaceuticals, uma pequena empresa privada de Hannover, é chamado de VIR-576 e, assim como outros medicamentos, reduziu drasticamente nos primeiros testes a quantidade do vírus HIV no sangue.
A vantagem é que há menos efeitos colaterais porque a nova substância não age nas células humanas, mas ataca o vírus HIV quando este ainda não penetrou nas células. Testes com 18 pacientes revelaram principalmente dor no local da injeção como efeito colateral, afirmaram os cientistas alemães. A redução na carga viral (a quantidade de HIV no sangue) foi de até 95%.
O pesquisador Frank Kirchhoff, do Hospital Universitário de Ulm, explicou que o VIR-576 é parecido com outros inibidores de fusão, como o Fuzeon, mas foi desenvolvido para bloquear o processo de infecção numa etapa anterior.
"O que o vírus faz é parecido com jogar uma âncora para poder se acoplar à célula", declarou à agência de notícias Reuters. "A nova droga ocupa a âncora – chamada peptídeo de fusão – e impede que ela seja inserida na membrana celular. Assim, o vírus não consegue entrar na célula."
Vantagens e desvantagens
O pesquisador Reinhold Schmidt, da Escola Superior de Medicina de Hannover, destacou os poucos efeitos colaterais e a eficácia da nova substância. "Os pacientes receberam a substância de forma intravenosa ao longo de dez dias, e a quantidade do vírus caiu drasticamente em cinco ou seis dias. Disso podemos concluir que o vírus praticamente não se multiplicou mais. Esse é um efeito decisivo, usado para medir a eficácia dos medicamentos contra o HIV."
E há ainda outra vantagem importante. Mutações genéticas do vírus não diminuem a eficácia da nova substância porque o VIR-576 ataca o vírus num ponto que permanece inalterado durante as mutações. Por isso, Schmidt disse que o novo medicamento é uma esperança principalmente para os pacientes que não reagem mais aos remédios já existentes. Esses pacientes já são hoje mais de 10% do total de infectados, e a tendência é crescente.
Uma desvantagem do VIR-576 é que se trata de uma proteína que deve ser administrada em forma de soro. Ou seja, apenas médicos e enfermeiros podem fazê-lo, o que torna o seu uso pouco prático. Por isso os cientistas estão agora concentrando esforços no desenvolvimento de um comprimido. Além disso, a liberação do medicamento pelas autoridades sanitárias ainda pode durar anos, explicaram os responsáveis pelo desenvolvimento do VIR-576.
AS/dw/rtr/dpa
Revisão: Carlos Albuquerque

Por ano, 35 mil pessoas são infectadas com a Aids no Brasil

Trinta anos depois de a doença ter se tornado conhecida, muita gente ainda não usa camisinha e contrai a Aids. Os sintomas aparecem duas a quatro semanas depois de contrair o vírus.


Há 30 anos, o mundo ouvia falar pela primeira vez de uma doença poderosa, que derrubava as defesas do corpo e desafiava os médicos. Os cientistas deram a essa doença o nome de Aids. Logo, descobriram que era causada por um vírus e começaram a desenvolver remédios e buscar uma vacina.

A vacina até hoje não existe. Já os remédios ajudaram a fazer da Aids uma doença controlável, mas ainda grave. Trinta anos depois, como será que uma nova geração que não testemunhou o sofrimento dos primeiros pacientes encara a Aids? Como esses jovens de hoje se protegem da contaminação?

Durante todo o ano de 2011, o doutor Drauzio Varella vai tirar todas as dúvidas no Fantástico sobre as doenças que mais preocupam o brasileiro. E ele começa falando sobre Aids.

O combate à Aids é um marco na história da medicina. Os primeiros casos apareceram em 1981. Três anos depois, já se conhecia o vírus e havia um teste para identificar seus portadores. Apesar dessas descobertas, assim que a doença se instalava o sofrimento e a morte eram inevitáveis. Em 1995, surgiu um coquetel, com medicamentos altamente eficazes contra o HIV, e a realidade mudou. Apesar de o número de casos ter parado de aumentar, a cada ano, 35 mil brasileiros se infectam.

“As pessoas mais jovens não tiveram a oportunidade de ver o que aconteceu no início da epidemia, e a gente não está sendo capaz de mostrar para eles com a devida intensidade a tragédia que nós passamos no começo dos anos 90. Isso traz uma falsa sensação de que as coisas estão todas resolvidas, o que não é verdade”, aponta o infectologista Esper Kallás.

“Eu sempre me cuidei, porque eu acho que é uma coisa que você tem que fazer, independente da relação que você tem e tudo mais. Sexo, afinal de costas, é um acordo que você faz com a pessoa. E o acordo está sempre volúvel de as pessoas quebrarem ou não”, destaca o estudante Daniel Piva.

A diretora do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids, Maria Filomenta Cenicchiaro, explica como a pessoa faz o teste de HIV no CRT. “Sua entrada vai ser pela recepção que vai te orientar e vai encaminhar a pessoa para a equipe psicossocial que vai ter uma conversa que a gente chama de pré-teste”, explica a médica. “Se não tiver essa conversa, fica mais difícil receber um resultado para fazer toda essa elaboração no momento de pegar o resultado, o pós-teste, como a gente chama”.

“Eu comecei a minha vida sexual um pouco tarde. Eu perdi a virgindade com 19 anos, no primeiro relacionamento que eu tive. Do período que eu comecei a minha vida sexual até quando eu contrai o HIV, foi muito pouco tempo. Eu tive pouquíssimas experiências sexuais, na verdade”, revela o professor Samir Amim.

Samir sempre foi um rapaz bem comportado. Não exagerava na bebida, não usava droga nem fazia sexo com profissionais. Aos 20 anos, tinha tido apenas cinco ou seis namoradas. Em uma relação sexual desprotegida com uma delas, pegou o vírus da Aids. “Eu estava em uma fase angustiada, muito difícil. Aí, eu procurei na noite, procurei nas baladas, procurei um pouco na bebida uma forma de me aliviar. Aí conheci pessoas, não me preocupei muito com as conseqüências de me relacionar sem preservativo. Nem pensava na prevenção. Acabei me relacionando. A pessoa não tinha preservativo, e acabou acontecendo”, conta o professor.

Samir revela que descobriu que estava com o vírus uns dois meses depois. “Eu comecei a passar mal. Tive muita febre, dor de cabeça, muito enjoo. Eu fiquei praticamente um mês inteiro passando mal com esses sintomas. Apareceram gânglios, dor no corpo – tudo isso apareceu. Juntando esses sintomas todos, eu mesmo fui até o pronto-socorro e pedi o exame anti-HIV”, afirma.

Os sintomas podem aparecer duas a quatro semanas depois de contrair o vírus: febre, dor de cabeça, dores na garganta, nos músculos e nas juntas, ínguas no pescoço e nas axilas, machas vermelhas no corpo. Mas na maioria dos casos não há sintomas, ou eles são tão leves que podem ser confundidos com um mal-estar qualquer.

O estudante Daniel Piva está bem, mas, como sabe que o HIV é traiçoeiro, decidiu fazer o teste.

“Nós temos duas formar de realizar: o teste convencional (recolhido à sorologia, e depois de dez ou doze dias está pronto o resultado) ou o teste rápido (que no mesmo dia a pessoa pega o resultado)”, explica a diretora do CRT em DST/Aids, Maria Filomenta Cenicchiaro.

O doutor Drauzio Varella faz o teste rápido em duas amostras de sangue. Cada uma delas pertence a um paciente.

Quando o vírus da Aids entre no organismo nossas defesas imunológicas produzem anticorpos para combatê-lo. O teste da Aids detecta a presença desses anticorpos. Se existem anticorpos contra o vírus, é porque houve a infecção. Como a produção de anticorpos não acontece do dia para a noite, não adianta fazer o teste logo depois da relação sexual sem camisinha. É melhor esperar cerca de 30 dias.

“Quando abri meu exame, já era um pouco esperado. Claro que a gente fica sempre naquela ansiedade, naquela pequena esperança de que não seja, mas de fato foi. Nesse primeiro momento, eu não pensei muita coisa, mas veio uma imagem, uma imagem como se eu estivesse olhando em uma janela para um horizonte e alguém fechasse uma cortina. Foi meu primeiro impacto. Eu não consegui pensar em nada. Só veio essa imagem, uma sensação. Eu me calei. Fiquei durante alguns minutos em silêncio. Eu não conseguia falar muita coisa”, lembra o professor Samir Amim. “A minha principal reação na vida, naquele momento, foi me trancar, me distanciar de todo mundo. Eu fiquei muito quieto”.

Há 17 anos, quando começou diretora do CRT em DST/Aids, Maria Filomenta Cenicchiaro, a trabalhar na área, essa doença era fatal. Hoje, tem tratamento, e as pessoas vivem muito bem e por muitos anos. Ela diz que diferença isso representou para o teste.

“Nós tínhamos a oportunidade de oferecer o teste mais não tínhamos muito o que propor no pós-teste. Estávamos iniciando uma proposta de medicação. Hoje, não. Hoje as pessoas acreditam que possam viver mais com qualidade e não morrer mais de Aids”.

Desde que Samir descobriu ser portador do HIV, cinco anos se passaram. Ele voltou a sair com os amigos, terminou a faculdade de letras e quer ser professor.

“É difícil explicar (como foi essa transição. O que eu fiz foi investigar muito os meus sentimentos e tentar olhar muito para mim até o ponto que eu percebi o espaço do HIV na minha vida que eu acho que é o grande segredo. Era o lugar de vírus que viveria comigo a vida inteira. Se precisar tomar medicamento, eu teria que tomar. Agora faço uso do tratamento. E que seria um espaço que não diria para mim quais eram os meus sonhos, quais seriam as minhas vontades, quais os meus amores, qual seria o meu futuro. Eu vou dizer isso para mim. Não é o HIV”, afirma o professor.

O teste do HIV é rápido e seguro. Você precisa fazer o teste justamente porque os sintomas da Aids levam muito tempo para aparecer. Se você teve alguma relação sexual com penetração sem preservativo, procure uma unidade básica de saúde.

Fonte: http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1639066-15605,00.html

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Laço vermelho: Símbolo de luta

O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a aids. O projeto do laço foi criado, em 1991, pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte, de New York, que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo de aids.

O Visual Aids tem como objetivos conscientizar as pessoas para a transmissão do HIV/aids, divulgar as necessidades dos que vivem com HIV/aids e angariar fundos para promover a prestação de serviços e pesquisas.

O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos da Guerra do Golfo.

Foi usado publicamente, pela primeira vez, pelo ator Jeremy Irons, na cerimônia de entrega do prêmio Tony Awards, em 1991. Ele se tornou símbolo popular entre as celebridades nas cerimônias de entrega de outros prêmios e virou moda. Por causa de sua popularidade, alguns ativistas ficaram preocupados com a possibilidade de o laço se tornar apenas um instrumento de marketing e perdesse sua força, seu significado. Entretanto, a imagem do laço continua sendo um forte símbolo na luta contra a aids, reforçando a necessidade de ações e pesquisas sobre a epidemia.

Hoje em dia, o espírito da solidariedade está se espalhando e vem criando mais significados para o uso do laço.

Inspirado no laço vermelho, o laço rosa se tornou símbolo da luta contra o câncer de mama.

O amarelo é usado na conscientização dos direitos humanos dos refugiados de guerra e nos movimentos de igualdade.

O verde é utilizado por ativistas do meio ambiente preocupados com o emprego da madeira tropical para a construção de sets na indústria cinematográfica.

O lilás significa a luta contra as vítimas da violência urbana.

O azul promove a conscientização dos direitos das vítimas de crimes e, mais recentemente, o azul vem sendo adotado pela campanha contra a censura na internet.

Além da versão oficial, existem quatro versões sobre sua origem. Uma delas diz que os ativistas americanos passaram a usar o laço com o "V" de Vitória invertido, na esperança de que um dia, com o surgimento da cura, ele poderia voltar para a posição correta. Outra versão tem origem na Irlanda. Segundo ela, as mulheres dos marinheiros daquele país colocavam laços vermelhos na frente das casas quando os maridos morriam em combate.

Com todas essas variações, o mais importante é perceber que todas essas causas são igualmente importantes para a humanidade.

Fonte: GIV

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

SEJA VOCÊ UM VOLUNTÁRIO.

O QUE SIGNIFICA SER VOLUNTÁRIO Ser voluntário pode ter diversos significados dependendo do ponto de vista: Do ponto de vista pessoal, ser voluntário é descobrir que não vivemos sozinhos neste mundo e que as pessoas (nós e eles) têm vida própria e suas próprias vontades e necessidades. Ser voluntário é sentir a vontade de ajudar os outros, principalmente os mais necessitados. É ver que, mesmo tendo pouco, sempre temos alguma coisa que podemos dar. Mesmo que esta coisa ainda nos seja necessária, o carente tem mais necessidade do que nós. Do ponto de vista da comunidade, ser voluntário é ser humilde, ser abnegado, não ser egocêntrico e ter uma grande vontade e disposição para ajudar o próximo. É ser carismático, um ser especial que atua na comunidade e ajuda a melhorar a qualidade de vida da comunidade. É ser um agente de transformações que mesmo fazendo um trabalho de formiguinha (que não aparece) acredita e consegue fazer com que o outro suba na vida, saia do "buraco" em que vive e tenha uma vida honrada de cidadão pleno. Ser Voluntário é ter a capacidade de prestar um serviço profissional e não esperar pelo seu pagamento (em dinheiro). Um dentista, por exemplo, destina uma parte do seu tempo para atendimento odontológico para crianças carentes. Uma professora de matemática vai todos os sábados à tarde em uma favela para dar aulas de recuperação. Ser Voluntário é ficar feliz com a felicidade dos outros e saber que você ajudou um pouco para que isso acontecesse. Ser Voluntário é ser solidário, compreender o valor da solidariedade humana. O valor da solidariedade cresce na medida em que há correspondência entre o ato solidário e as pessoas que se beneficiam deste ato. Como já dizia O Pequeno Príncipe: "Se eu sei que você vem as quatro, desde as três estarei à sua espera". Não adianta produzir o ato de solidariedade apenas uma vez. O Pequeno Príncipe também dizia: "Você é responsável pelo que cativa". Um grupo de adolescentes vai ao hospital todas as quintas-feiras à tarde para "bater-papo" com as pessoas internadas. Muitas pessoas internadas não recebem visitas de amigos ou de parentes e se sentem muito só e abandonadas. Do ponto de vista legal, existe até uma Lei do Voluntário - Lei Nº 9.608 de 18/02/1998 http://www.planalto.gov.br/Ccivil_03/LEIS/L9608.htm

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Cura da aids é sucesso, mas não para todos, dizem especialistas

O anúncio de que um paciente com aids foi curado foi recebido com alegria pelas publicações especializadas internacionais. Contudo, a maioria destacou que o tratamento a que o norte-americano Timothy Ray Brown foi submetido só pode ser repetido em casos muito especiais. Brown foi curado depois de passar por dois transplantes de medula de um doador que possui uma mutação que o torna imune à aids. Suas células não possuem a proteína CCR-5, que permite que o HIV infecte as células de defesa do organismo. Tantas variáveis fizeram com que a revista britânica New Scientist ressaltasse o trecho da pesquisa do médico alemão Gero Huetter, responsável pelo tratamento, onde fica claro que a cura se aplica, por enquanto, apenas a Brown. “Notem as palavras cruciais ‘a cura foi conquistada neste paciente’”, escreveu o periódico. “Embora seja uma notícia fantástica para Brown, ainda está longe qualquer tratamento em larga escala para as milhões de pessoas infectadas pelo vírus em todo o mundo”, concluiu a revista. No blog do médico Sanjay Gupta, apresentador de um programa de saúde na rede norte-americana de TV CNN, são apontadas as mesmas questões levantadas pela New Scientist, como a impossibilidade de se repetir a terapia bem-sucedida a outros portadores de HIV. O texto também chama atenção para o alto risco representado pelos transplantes de medula: quase um terço dos pacientes morre durante o procedimento. Em entrevista ao jornal The New York Times, o médico Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, disse que o resultado não é surpreendente, mas que uma terapia do gênero “é simplesmente impraticável.” Robert Gallo, diretor do Instituto de Virologia Humana da Escola de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, e um dos responsáveis pela descoberta de que o HIV é o causador da aids, também disse ao jornal que a pesquisa não é viável em larga escala. “Francamente, preferiria continuar tomando os antirretrovirais”, afirmou. O jornal ainda lembrou que desde a década de 1980 os cientistas tentam curar a aids com transplantes de medula. Um dos casos mais famosos foi o de Jeff Getty, paciente que recebeu a medula de um babuíno. Ele sobreviveu onze anos, mas morreu de aids e câncer. O transplante não o protegeu, mas os antirretrovirais prolongaram sua vida. Leia mais: http://www.aidshiv.com.br/cura-da-aids-e-sucesso-mas-nao-para-todos-dizem-especialistas/#ixzz19Rb8rji6

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Grupo alemão anuncia provável cura de portador de HIV com uso de células-tronco

Ainda é tudo muito preliminar e os próprios cientistas estão com um pé atrás, mas um grupo alemão acredita ter evidências de cura de um paciente norte-americano com Aids utilizando células-tronco adultas. Timothy Ray Brown, 44, que vive em Berlim, tinha também leucemia, e por isso recebeu as células-tronco, retiradas da medula óssea de um doador. O doador das células que Brown recebeu no transplante tinha uma mutação: não produzia a proteína CCR5, fundamental para a multiplicação do vírus HIV no organismo humano. Após o transplante em 2007, o paciente foi acompanhado pelos pesquisadores da Universidade de Medicina de Berlim. Em 2009, eles publicaram um artigo científico que falava no “sumiço” do vírus HIV. Agora, na revista científica “Blood”, já falam de “evidência de cura”. Os pesquisadores lembram que, como o estudo envolve somente um paciente, é necessário ter cautela antes de dizer com certeza que se chegou a uma cura para a Aids. É necessário repetir o trabalho muitas vezes ainda para que se tenha conclusões mais concretas. Além disso, transplantes de medula são arriscados. Brown, por ter leucemia, teria de fazer um de qualquer jeito, mas submeter pacientes com Aids ao tratamento seria perigoso, ainda mais sabendo que hoje é possível sobreviver muitos anos sendo portador de HIV. Fonte: Folha Online