sábado, 13 de novembro de 2010

Pesquisadores descobrem como HIV se torna resistente a medicamento


Pesquisadores da Universidade Estadual de New Jersey, nos Estados Unidos, descobriram como o HIV-1, um dos vírus que causam a AIDS, se torna resistente ao AZT, um dos medicamentos mais usados contra a doença.

Em um estudo publicado no periódico Nature Structural & Molecular Biology, os pesquisadores mostraram que o vírus sofre uma mutação que o permite remover o AZT. O AZT funciona impedindo a reprodução do vírus ao inibir a enzima transcriptase reversa. É esta enzima que permite que o vírus transforme RNA (ácido ribonucleico) em DNA e se reproduza. O vírus com mutação usa uma proteína chamada ATP, molécula que transporta energia dentro das células, para remover o AZT.

A mutação já era conhecida, mas ainda não se sabia como o vírus driblava o AZT. A descoberta pode levar à produção de drogas mais eficazes contra a AIDS.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Martini apresenta o Grupo Amigos (Curitiba - PR)

Oi, veja aqui o gatinho falante Martini, amigo da Tequila, a cachorra do Grupo Amigos em Curitiba.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O que é HIV e AIDS?

O que é AIDS?


A aids é a sigla em inglês da síndrome da imunodeficiência adquirida. É causada pelo HIV, vírus que ataca as células de defesa do nosso corpo. Com o sistema imunológico comprometido, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, um simples resfriado ou infecções mais graves como tuberculose e câncer. O próprio tratamento dessas doenças, chamadas oportunistas, fica prejudicado.
Mas, atenção! A aids é o estágio mais avançado da infecção pelo HIV. Uma pessoa pode passar muitos anos com o vírus sem apresentar sintoma algum. A duração desse período depende da saúde e dos cuidados do soropositivo com o corpo e alimentação.
Quanta mais cedo a infecção for descoberta, melhor. Portanto, faça o teste sempre que se expor ao HIV.
Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era quase uma sentença de morte. Atualmente, porém, a aids pode ser considerada uma doença de perfil crônico. Isto significa que é uma doença que não tem cura, mas tem tratamento e uma pessoa infectada pelo HIV pode viver com o vírus por um longo período, sem apresentar nenhum sintoma ou sinal.
Isso tem sido possível graças aos avanços tecnológicos e às pesquisas, que propiciam o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais eficazes. Deve-se, também, à experiência obtida ao longo dos anos por profissionais de saúde. Todos estes fatores possibilitam aos portadores do vírus ter uma sobrevida cada vez maior e de melhor qualidade.

O que é HIV?
O Vírus da Imunodeficiência Humana, conhecido como HIV (sigla originada do inglês: Human Immunodeficiency Virus), é um vírus pertencente à classe dos retrovírus e causador da aids.
Ao entrar no organismo humano, o HIV age no interior das células do sistema imunológico, responsável pela defesa do corpo. As células de defesa mais atingidas pelo vírus são os linfócitos CD4+, justamente aquelas que comandam a reposta específica de defesa do corpo diante de agentes como vírus e bactérias.
O HIV tem a capacidade de se ligar a um componente da membrana dos linfócitos, o CD4, e penetrar nessas células, para poder se multiplicar. O HIV vai usar o DNA da célula para fazer cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe a célula e os novos vírus caem na corrente sanguínea, indo buscar outras células para continuar sua multiplicação.
As células do sistema imunológico de uma pessoa infectada pelo vírus começam então a funcionar com menos eficiência e, com o tempo, a capacidade do organismo em combater doenças comuns diminui, deixando a pessoa sujeita ao aparecimento de vários tipos de doenças e infecções.
O HIV pode levar vários anos, entre o momento da infecção até o surgimento dos primeiros sintomas. Esta fase se denomina de assintomática, pois a pessoa não apresenta nenhum sintoma ou sinal da doença. Este período entre a infecção pelo HIV e a manifestação dos primeiros sintomas da aids irá depender, principalmente, do estado de saúde da pessoa.
Quando se diz que uma pessoa tem HIV, está fazendo referência a essa fase assintomática da doença. Quando se fala em pessoa com Aids, significa dizer que ela já apresenta sintomas que caracterizam a doença, o que geralmente marca o início do tratamento com os medicamentos antirretrovirais, que combatem a reprodução do vírus HIV.
Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitas pessoas soropositivas que vivem durante anos sem desenvolver a doença. No entanto, podem transmitir o HIV aos outros pelas relações sexuais desprotegidas, por compartilhar seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez.
HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana), membro da família de vírus conhecida como Retroviridae (retrovírus), classificado na subfamília dos Lentiviridae (lentivírus). Estes vírus compartilham algumas propriedades comuns: período de incubação prolongado antes do surgimento dos sintomas da doença, infecção das células do sangue e do sistema nervoso e supressão do sistema imune. A infecção humana pelo vírus HIV provoca uma moléstia complexa denominada síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).

Quais são os Sintomas?
A aids não se manifesta da mesma forma em todas as pessoas. Mas os sintomas iniciais geralmente são semelhantes e comuns a outras doenças. Os mais frequentes são gripe persistente, perda de peso, diminuição da força física, febre intermitente (a pessoa fica febril e melhora, e febril novamente com muita frequência), dores musculares, suores noturnos, diarreia.
Como muitas pessoas passam anos sem apresentar sintoma algum, faça o teste sempre que passar por uma situação de risco. O indicado é esperar, pelo menos, um mês após essa possível exposição ao vírus. Esse é o tempo que o organismo leva para produzir anticorpos suficientes que possam ser detectados nos testes de laboratório.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Estudo oferece novas pistas sobre vacina contra a Aids

Estudo oferece novas pistas sobre vacina contra a Aids Eles encontraram cinco aminoácidos na proteína HLA-B vinculados a diferenças na capacidade da pessoa de controlar o HIV. Ligeiras diferenças em cinco aminoácidos numa proteína chamada HLA-B podem explicar por que certas pessoas resistem ao vírus HIV, disseram pesquisadores dos EUA na quinta-feira, num estudo que fornece novas pistas sobre como produzir uma vacina para prevenir a Aids. "Há muito tempo sabemos que algumas pessoas desenvolvem (a doença) extremamente rápido quando são contaminadas, enquanto outras podem ficar bem por três décadas sem precisar de tratamento, e ainda assim parecerem inteiramente bem", disse Bruce Walker, do Hospital Geral de Massachusetts e da Universidade Harvard, cujo estudo saiu na revista Science. "Pensamos que poderíamos aplicar novas técnicas do projeto genoma humano para entender qual é a base genética disso", afirmou ele. Cerca de 1 em cada 300 pessoas contaminadas pelo HIV são capazes de suprimir o vírus com seu sistema imunológico, mantendo a carga viral extremamente baixa. A equipe investigou a composição genética de quase mil pessoas com essa capacidade, comparando-as ao código genético de 2.600 outros soropositivos. Isso os ajudou a identificar cerca de 300 diferentes locais no código genético associados ao controle imunológico do HIV, todos eles localizados no cromossomo 6. Eles então chegaram a quatro alterações individuais no DNA, conhecidas como polimorfismos de nucleotídeo único (SNPs), todas relacionadas ao sistema imunológico. "Fizemos um segundo estudo em que examinamos aminoácido por aminoácido nessa região", disse Walker. Eles encontraram cinco aminoácidos na proteína HLA-B vinculados a diferenças na capacidade da pessoa de controlar o HIV. Essa proteína é importante em ajudar o sistema imunológico e localizar e destruir células infectadas por um vírus, e Walker disse que essas variações genéticas podem fazer uma grande diferença no controle do HIV. Entender como se dá a reação imunológica desses pacientes ao vírus da Aids pode ser um passo importante no desenvolvimento de uma vacina contra o HIV. Em quase 30 anos de epidemia, a doença já contaminou quase 60 milhões de pessoas, a maioria na África, e matou 25 milhões.F

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Boletim epidemiológico

O Boletim Epidemiológico apresenta e analisa informações referentes aos casos de aids em toda a população brasileira, inclusive em mulheres grávidas. Há, ainda, dados sobre sífilis em gestantes e sífilis congênita. Os resultados são apresentados por estados e regiões do país e considera as variáveis: sexo, idade, categoria de exposição, raça/cor e escolaridade. Em cada edição, ainda, é apresentado um bloco temático que caracteriza um aspecto atual da epidemia de aids.
A publicação anual é produzida a partir de dados transferidos das secretarias estaduais de saúde ao Setor de Produção do DATASUS, do Ministério da Saúde.
Edições mais recentes
Boletim Epidemiológico AIDS 2009 - Ano VI - julho a dezembro de 2008/janeiro a junho de 2009
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/Boletim2010.pdf
Boletim Epidemiológico AIDS 2008 - Ano V - julho a dezembro de 2007/janeiro a junho de 2008
http://www.aids.gov.br/sites/default/files/Boletim2008_versao1_6_0.pdf

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Cientistas testam gel vaginal que diminui risco de contaminação por HIV

Aparelho usado para aplicação de gel (Foto: Centre for the Aids Programme of Research in South Africa)
Gel pode ser usado por mulheres cujos parceiros não usam preservativos
Um gel vaginal com propriedades microbicidas que está sendo testado na África do Sul conseguiu diminuir de maneira significativa o risco de mulheres que o utilizaram de se infectarem com o vírus HIV, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista científica Science.
O gel, que contém o medicamento antirretroviral Tenofovir, usado no tratamento da Aids, diminuiu em 39%, em média, a chance de as mulheres que o utilizaram de se infectarem com o vírus. Entre as mulheres que usaram o medicamento com mais frequência, a diminuição do risco de contrair a doença chegou a 54%.
Se os resultados da pesquisa se confirmarem, esta será a primeira vez que um gel microbicida se mostrou eficiente na prevenção à doença.
O novo medicamento poderia ser utilizado por mulheres cujos parceiros se recusam a usar preservativos.
Segundo os pesquisadores, também foi constatada uma redução da incidência de herpes genital entre as mulheres que utilizaram o gel.
Testes
O estudo é resultado de uma pesquisa de três anos feita pela fundação Centre for the Aids Programme of Research in South Africa (Caprisa) e foi apresentado nesta segunda-feira durante uma conferência internacional sobre Aids que está sendo realizada em Viena, capital da Áustria.
De acordo com os pesquisadores, o gel se mostrou eficiente e seguro quando utilizado 12 horas antes da relação sexual e 12 horas depois da mesma por mulheres entre 18 e 40 anos de idade.
Segundo Salim Abdool Karim, um dos autores da pesquisa, entre as 889 mulheres envolvidas nos testes - realizados na cidade sul-africana de Durban e também em um pequeno vilarejo rural – a grande maioria utilizou o gel conforme recomendado.
Além do medicamento, os pesquisadores forneceram preservativos e orientação sobre doenças sexualmente transmissíveis às participantes do estudo. As mulheres também passaram por testes mensais para detectar a presença do HIV.
Trinta meses após o início das pesquisas, 98 mulheres haviam sido infectadas com o HIV – 38 no grupo de estava utilizando o novo gel e 60 no grupo para o qual foram fornecidos placebos (substâncias sem efeitos farmacológicos utilizadas para controle em pesquisas).
“Isto mostra uma incidência 39% menor no grupo que utilizou o (gel com) Tenofovir”, disse Karim.
Segundo o pesquisador, o gel diminuiu o risco de incidência de HIV em cerca de 50% nos 12 primeiros meses, mas a eficiência caiu depois disso.
Ele afirmou que as mulheres que utilizaram o gel de forma “consistente” se mostraram menos propensas a se infectarem.
Ainda de acordo com o pesquisador, uma das vantagens do novo produto seria seu preço baixo.
Esperança
Michel Sidibé, diretor-executivo do Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV/Aids) comemorou os resultados da pesquisa e destacou o fato de ela levar a um método de prevenção que pode ser controlado pelas mulheres, independente de seus parceiros.
“Nós estamos dando esperanças às mulheres. Pela primeira vez nós estamos vendo resultados de uma opção de prevenção ao HIV controlada por mulheres”, disse.
A diretora-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Margareth Chan, também comemorou os resultados e disse esperar que eles sejam confirmados por outras pesquisas.
“Assim que eles se mostrarem seguros e eficientes, a OMS irá trabalhar com governos e parceiros para acelerar o acesso a esses produtos”, disse.